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O Conceito de Constelação Sistêmica

Texto retirado da Dissertação de Mestrado de Luciana Grasseschi Mathias Duarte Niemeyer.

Hellinger (1996, p. 14) fala de Constelação como uma forma de terapia que traz a luz dinâmica oculta do sistema familiar:

“A terapia sistêmica trata de averiguar se no sistema familiar ampliado existe alguém que está emaranhado com gerações anteriores”.

Dr. Renato Bertate (2006), médico psicanalista, fundador da Associação Brasileira de Constelação Sistêmica, é um dos pioneiros a trabalhar com constelação no Brasil e explica que a constelação é um novo método terapêutico que se fundamenta teoricamente na psicologia, no entanto, não tem como objetivo trabalhar questões psicológicas e sim as questões sistêmicas que “permeiam a consciência familiar e não necessariamente a história de vida pessoal”.

A constelação familiar é a possibilidade de ter imagem viva da sua história e de seus antepassados. A preocupação desta técnica é detectar problemas e dissolver enredos antigos, liberando a força dentro de cada um de nos para uma vida satisfatória desimpedida, preenchendo o desejo natural de ligação e harmonia entre as pessoas (2006, p 6 ).

Cohen (2008), em sua tese de doutorado, defende que a Constelação Familiar se enquadra em uma legítima e respeitada corrente da Psicologia, o movimento Transpessoal. Ele explica que:

"(...) ao contrário dos cientistas, que voluntariamente derrubaram o fim do mundo religioso, os formadores da psicologia de orientação espiritual, desde Mary Baker Eddy (1875-1994) até Ken Wilber (1979-1998), eram os integradores que procuravam conciliar as visões de mundo científica e espiritual (...) a psicologia científica, limitando aos fatos que podem ser percebidos por observações e experimentações cuidadosamente controladas, cedeu ao campo da metafísica pessoal e aos que admitem linguagens subjetivas, pragmáticas e metafóricas. (2008, p. 67)".

Ursula Franke, PhD pela Ludwig-Maximilians University, em Munich, define em sua tese de doutorado a Constelação como uma forma de Terapia Familiar de grupo que possibilita olhar para as dinâmicas ocultas dos sistemas familiares, além do nível psicológico, ou seja, no nível sistêmico. Afirma que estas dinâmicas ocultas descritas por Hellinger funcionam como uma memória registrada no inconsciente coletivo, gerando informações que são transmitidas por ressonância mórfica dentro dos sistemas (FRANKE, 2006). Diz que:

"Constelación familiar es el nombre estándar adjudicado al trabajo de Hellinger, que el mismo denomina “posicionamiento familiar”. Hellinger no utiliza esta técnica para analizar lãs interacciones entre lós miembros de la familia, sino para identificar las estructuras de solidaridad generacional y las implicaciones sistémicas asociadas a ellas. En las “constelaciones”, los papeles no son representados por los miembros de la familia, sino por otras personas del grupo. Dentro de las constelaciones familiares, el terapeuta se vale de la comunicación directa que le proporcionan los representantes sobre cómo se sientenen sus papeles y posiciones particulares, para probar las hipótesis y desarrollar una resolución a través delorden que se ha producido em el sistema (2006, s.p.)".

Gunthard Weber, médico psiquiatra e professor do Hospital de Heildenberg, cofundador do Heildelberg Institute for Systemic Research e da International Association of Systemic Therapy ao conhecer o trabalho de Hellinger ficou encantado com o resultado das constelações junto a seus pacientes e incentivou Hellinger a publicar, em 1993, seu primeiro livro, Simetria oculta do amor, em alemão, ao qual foi coautor junto ao seu colega Hunter Beaumont. Aos 68 anos de idade, Hellinger inicia sua jornada como escritor, tendo publicado até os dias de hoje mais de 60 livros em 32 idiomas.

 

Autora: Luciana Grasseschi Mathias Duarte Niemeyer